sábado, 28 de junho de 2008

1º episódio da 1ª temporada - "Piloto"

Era domingo. Uma sensação esquisita se passava dentro daquele ser. Acordou, tomou um banho. Vestiu uma roupa, sentou no sofá e olhou para o telefone. Não tocava havia um dia. Controlou a ânsia de ligar e saiu de casa. Foi resolver alguns problemas na rua. Estava irritado com algo que não sabia, até exato momento, o que era. Almoçou correndo e foi embora pra casa. Parentes e amigos lotavam a cozinha que agora estava sendo organizada, mas ele parecia estar tão sozinho. Sentia que algo de ruim estava chegando. Depois de algum tempo todos foram embora. Pronto! Realmente estava só agora. Deitou-se no sofá. Olhou novamente o telefone. Ele não tocaria mais? Resolveu tirar um cochilo para não fazer uma besteira. Apenas 30 minutos se passaram, e ele já estava sentado ao lado do telefone. Ligou. Chamou, chamou. Caiu na caixa. Decepção e medo invadiram a sua pessoa. Decidiu ligar o computador e mexer na Internet. Navegou por alguns instantes, e apenas um desejo vinha por sua cabeça, que se livrasse daquele sentimento o quanto antes.
O telefone então toca. Ele se levanta devagar, pensando quem poderia estar fazendo, o até então, defunto levantar.

“Alô?”
“Você me ligou?”
“Liguei. Eu queria saber como você estava.”
“Estou bem e você?”
“Não muito bem. Estou triste e com saudades.”
“Quer conversar?”
“Quero”
“Passa aqui”

Ao desligar o telefone, ele se apressa em arrumar. Pega o carro e sai mais uma vez. Lugar escuro para se conversar. Muita conversa e tentativas de explicações aconteceram. Ouviam-se choros. Não havia mais espaço para dois naquele carro. Não passou muito tempo ele já estava de volta em casa. Os olhos inchados. Com vontade de adormecer e não acordar mais. Viu um pouco de tv, e foi dormir.

Segunda-feira. Ao acordar, todo o dia anterior passou por sua cabeça. Um nó se instalou em sua garganta. Seu coração estava apertado. Foi trabalhar. No serviço estava calado. Não atendia telefone, não falava com colegas. Durante seu serviço uma grande surpresa. Seu celular toca. Ele observa o número. Atende ou não atende? A ligação cai.
Ele retorna a ligação.

“Você me ligou?”
“É que eu estou no shopping, e queria saber se a gente pode terminar o trabalho a tarde?”
“Pode sim”
“Como é que faz então? Eu vou pra casa? Você passa aqui...?”
“Eu te pego aí”

Após um tempo, quando já estava dentro do carro, ele sentiu um pequeno arrependimento por ter sido tão seco ao telefone. Estavam saindo do shopping, ele com fones de ouvido.

“Tira isso para poder ouvir o que estou falando”
“Desculpa”

Não diziam nada demais. Era apenas uma tentativa, frustrada, de manter uma amizade. Foram trabalhar. Passaram a tarde toda juntos. Ele sempre dava um jeito de se aproximar, de segurar em sua cintura e de fazer insinuações. Mas de nada adiantou, as terríveis memórias do dia anterior ainda estavam em sua cabeça. Mais um dia de trabalho se foi. Faltava pouca coisa para ser concluída. Chegando em casa ele foi direto para cama pensar no que poderia fazer para melhorar as coisas. Adormeceu.

Terça-feira chegou e se foi rapidamente. Apenas uma notícia marcou esse dia. Já era noite e estavam no lugar escuro. A notícia veio de repente. Uma menina de outra cidade chegaria no domingo. Ele parecia não ter onde pisar. Seu estômago parecia despencar de uma altura incrivelmente alta. Foi embora. Dormiu rápido.

Quarta-feira. Todo meio de semana ele se sentia bem disposto e alegre. Acordou cantando. Tomou um longo banho e foi trabalhar. Ao chegar no serviço, ele se lembrou de um início de semana péssimo e resolveu mudar as coisas. Pegou seu telefone e ligou para um primo que estava na cidade. Resolveu chamar alguns de seus amigos para conhecê-lo. Lá foram eles para o cinema, e depois para a pizzaria. Já era tarde quando ele entregou seu primo em casa e foi para o lugar escuro. Não estava só. Após muito conversar o que parecia impossível, no início da semana aconteceu! Ele sentiu-se feliz, mas preocupado com o que poderia acontecer no futuro.

Quinta-feira foi absurdamente chata. Seu trabalho estava uma porcaria e as horas parecia se arrastar. Nada de mais aconteceu.

Sexta-feira havia chagado finalmente, e com ela um cheiro de safadeza no ar. A parte da manhã passou tão rápido que quando ele se deu conta já eram 3 da tarde e ele estava em casa, mas não só. Foi uma tarde muito proveitosa para ele. Mas uma ligação quase estragou tudo.

“Tenho uma notícia não muito boa pra você”
“Era ele né?”
“Sim”
“O que foi?”
“Ela chegou”

1 comentários:

Anônimo disse...

hehehe...
como o prometido ... comecei a ler!!!

 
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