quinta-feira, 3 de julho de 2008

1ª Temporada 2º Episódio - Por que é tão difícil de entender?

Sábado chegou com uma estranha rapidez e manhã gelada. Ele já dirigia o carro para aula de inglês. Parecia dar a volta em Goiânia, enquanto idéias rodeavam sua cabeça. "Como seria o final de semana?", "Sobreviverei ao domingo?". O caminho pareceu peculiarmente pequeno nesse dia. Aula dada, hora de voltar para casa. O dia se arrastava, e uma sombra misteriosa pairava no ar. "O que acontece agora fora de casa?", pensava. Se a menina de fato já tinha chegado, ela já estaria andando pela cidade. "Estaria sozinha?". A noite custou, mas chegou. Festa na casa do vizinho. Festa junina. "Odeio essa data!", refletiu diante uma camisa xadrez que teria que usar. Vestiu. Sentou-se na cama, pegou o celular e discou o número. A tecla de chamar parecia estar bloqueada em sua cabeça. Parou. Pensou. Ligou.
"O convite para sair ainda está de pé?"
“Como?""Ainda vai sair hoje?"
"Estou indo para lá."
"Ainda estou convidado a ir?"
"Claro."
"Vou passar no vizinho e logo vou."
A festa já havia começado, e ele não parava de pensar em ir embora e sair pela noite. Acabara de dançar a quadrilha. Trocou de roupa, tirou o bigode postiço. Entrou no carro e foi ao centro da cidade. Encontrou a galera e foram para o posto beber. Com o tempo, a garrafa de vodca começou a fazer efeito. Ele então se sentindo só diante tantos, resolveu ir para casa.Chegou cansado. Tirou a roupa e se deitou. Cochilou. Telefone toca.
"Alô?" - sonolento
"Estava dormindo?"
"Deitado"
"Não estou legal. Você pode vir me buscar?"
"Não tem como. Já estou deitado"
"Ok. A gente se vê depois. Boa noite."
Ele de fato já tinha declarado guerra aos domingos, em especial ao dessa semana. Se ele sobrevivesse a esse os outros seriam fáceis. Ele acordou e como de costume já foi almoçar cercado por sua família. Seu pensamento estava longe. Ela ainda estava na cidade, e iria embora de noite. Faltava pouco agora. "Não tocarei nesse telefone hoje.", declarou a si mesmo. O tempo não passava. Deitou e cochilou. Pouco tempo se passou ele acordou e decidiu sair. Mas como de costume levou a mão ao telefone. Parou segurando ele no ar. Ligou.
"Tudo bem?"
"Tudo."
"Está ocupado?"
"Não pode falar."
"Onde você está?"
"Indo para casa da tia da Ana."
"Quer ir no cinema de noite?"
"Vamos. Quando desocupar te ligo."
Ele não sabia que se arrependeria daquele domingo. Foram ao cinema e viram o filme. O clima estava um pouco pesado. Discutiram por besteiras depois do filme, e resolveram conversar. Era de fato o fim de tudo para uma das partes. Lágrimas inundaram o carro. E o lugar escuro ficou ainda mais com o silêncio, quebrado repetidamente por soluços. Foram embora.
Segunda-feira. Foi trabalhar. O celular permanecia morto no bolso. Só sabia que estava ligado quando por algum momento o verificava. Chegou a tarde. Não tinha nada para fazer. Ligou uma vez. Duas. Foi para a faculdade terminar um trabalho. Fingiu que nada tinha acontecido. Terminou a aula, e fingindo uma extrema felicidade voltou para casa e adormeceu.
Chegou terça-feira no serviço e fez tudo muito rápido para o tempo passar. Em casa ele fez cinco ligações, todas bem sucedidas, de uma certa forma. Foi para faculdade acompanhado de uma profunda dor, que só o deixou na hora de dormir.
A quarta-feira estava esquematizada em sua cabeça. Mostraria que havia mudado. Não faria nada para não se arrepender. Chegou do serviço, e ligou.
"Hoje você vem né?"
"Vou sim mais tarde."
A tarde chegou. Assistiram um filme repetido e parecia estar dando certo. Mas o quarto o chamava. Entraram então no quarto. Começou o habitual abraço fraterno, e foi desenvolvendo. Mas sempre com uma exclamação de "Para!". Risos, caras sérias, abraços, beijos na nuca, no rosto. Mas então uma frase o fez parar.
"Me desculpe se eu fizer algo ruim no futuro."
"Hã?", perguntou. Não tinha entendido nada. Mas ficou preocupado. "O que poderia ser feito para me machucar?". Vestiu o resto da roupa e sairam do quarto. Comeram. Ele sempre sentiu fome depois de "namorar". Silêncio. Pegou as chaves do carro e foi para a faculdade. Resolveu que tudo mudaria. Aquela frase era um sinal de que precisava acabar. Com o que... não sabia. Sentou no banco da faculdade. Fumou um cigarro. Tentava deletar bons momentos de sua cabeça. Não conseguiu. Seria algo que aconteceria com o tempo. Tempo esse que começaria no dia seguinte.

Come up to meet you, Tell you I'm sorry
Vim pra lhe encontrar, Dizer que sinto muito,
You don't know how lovely you are
Você não sabe o quão amável você é
I had to find you, Tell you I need you
Tenho que lhe achar, Dizer que preciso de você,
And tell you I set you apart
E dizer a você que te deixei
Tell me your secrets, And ask me your questions
Me conte seus segredos, me faça suas perguntas
Oh let's go back to the start
vamos voltar pro começo

I was just guessing at numbers and figures
Eu só estava pensando em números e figuras,
Pulling the puzzles apart
Rejeitando seus quebra-cabeças
Questions of science, science and progress
Questões da ciência, Ciência e progresso
Do not speak as loud as my heart
Não falam tão alto quanto meu coração
And tell me you love me, Come back and hold me
Diga-me que me ama, Volte e me segure
Oh and I rush to the start
E eu corro pro começo
Running in circles, Chasing tails
Correndo em círculos, Perseguindo nossas caudas
Coming back as we are
Voltando a ser como éramos

Nobody said it was easy
Ninguém disse que seria fácil
Oh it's such a shame for us to part
É uma vergonha a gente se separar
Nobody said it was easy
Ninguém disse que seria fácil
No one ever said it would be so hard
Ninguém jamais disse que seria tão difícil
I'm going back to the start
Estou voltando para o começo

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabens!

queria deixar pra ler o proximo amanha... mas vou fazer isso agora!

Anônimo disse...

anonimo é o caralho... sou eu!

 
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